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                                 TUMORES DO CÓLON
   

Prevenção do cancro do Cólon:

Infelizmente pouco ou quase nada podemos fazer para prevenir o aparecimento da maior parte dos cancros do Aparelho Digestivo. O cancro do cólon e do recto - CCR - são excepção a esse panorama sombrio. A prevenção da cancro do cólon pode ser eficaz.

     O que fazer?

  1. Remover do cólon os pólipos ( polipectomia ) Ver: RASTREIO DO CANCRO DO CÓLON
  2. Fazer uma dieta rica em fibra. A " dieta mediterrânica " dos nossos avós.

     REMOÇÃO DOS PÓLIPOS BENIGNOS:

    No cólon a lesão pré-cancerosa é por excelência o pólipo adenomatoso. O adenoma do cólon é um tumor benigno que é possível diagnosticar ( fibrosigmoidoscopia ou clonoscopia )  e extirpar por meios endoscópicos - polipectomia - e assim, impedir a sua evolução para cancro do cólon. 
Nem todos os adenomas do cólon evoluem para cancro do cólon mas, como é impossível sabermos, quais são os que vão ou não ter essa evolução, temos que os tirar todos. A descoberta dos pólipos é possível com a realização dum exame endoscópico ou dum exame radiográfico, o Clister Opaco.
Os pólipos podem não dar sintomas e por isso é importante o rastreio endoscópico, feito de 5 em 5 anos, com o fibrosigmoidoscópio, depois dos 50 anos de idade. ( O rastreio é a despistagem duma doença quando ainda não existem sintomas ). Esse rastreio pode diminuir em 90% a incidência do cancro do cólon. Uma vez descoberto um pólipo no cólon deve ser removido por endoscopia e examinado ao microscópio. Nem todos os pólipos são adenomas, alguns são lesões inofensivas que não evoluem para cancro, mas essa conclusão só é possível depois de examinar o pólipo ao microscópio. 

     DIETA RICA EM FIBRA:

As alterações genéticas produzidas nas células do cólon, responsáveis pela carcinogénese, podem ser hereditárias ( cerca de 5% dos cancros do cólon são hereditários ) ou resultar de factores ambientais ( sobretudo nutricionais ) ou, factores do comportamento ( álcool e tabaco ) e ainda da obesidade e do sedentarismo.

     A " Dieta Mediterrânica ", praticada pelos nossos avós na Bacia do Mediterrâneo, com elevado consumo de hortaliças, cereais, frutos secos e leguminosas secas, utilizando o azeite em vez de outras gorduras, temperando com alho, limão e ervas aromática em vez de sal e com baixo consumo de carne vermelha, era uma alimentação rica em fibra, saudável, que proporcionava uma boa qualidade de vida e uma baixa incidência de cancro do cólon. 

    As fibras solveis ( sobretudo da fruta e dos vegetais com grande capacidade para fixarem água ) ou insolúveis ( sobretudo dos cereais  ), quer fermentáveis pelas bactérias dando origem a ácidos gordos de cadeia curta que são benéficos para as células do cólon quer  não fermentáveis e excretadas intactas, contribuindo para o aumento da massa fecal, previnem várias patologias ( hipercolesterolémia, diabetes, obstipação, divertículose do cólon, cancro do cólon... ) sendo fundamental aumentar o seu consumo no mundo que se deixou seduzir pelo fast-food. Recomenda-se a ingestão diária de 30 g de fibra por dia. 30% fibra solúvel e 70% fibra insolúvel. 

 

Recomenda-se aumentar o consumo de:

Pão escuro
Fruta e vegetais
Leguminosas secas
Cereais

5 g de fibra são fornecidos por:

couve Bruxelas - 170 g
brócolos - 120 g
feijão cozido - 70 g
pão integral - 60 g
cereais integrais . 20 g
banana - 1
maçãs - 2
laranjas médias - 2

 No site da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva - SPED - encontram-se conselhos para evitar o cancro do cólon, e perguntas e respostas sobre este cancro.  

Assuntos relacionados:
Pólipos e tumores benignos

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  Carlos Carvalheira
e-mail: c.carvalheira@gastroalgarve.com
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