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Prevenção do cancro do Cólon:
Infelizmente pouco ou quase nada podemos fazer para
prevenir o aparecimento da maior parte dos cancros do Aparelho Digestivo.
O cancro do cólon e do recto - CCR - são excepção a esse panorama sombrio. A prevenção
da cancro do cólon pode ser eficaz.
O que fazer?
- Remover do cólon os pólipos ( polipectomia
) Ver: RASTREIO
DO CANCRO DO CÓLON
- Fazer uma dieta rica em fibra. A " dieta
mediterrânica " dos nossos avós.
REMOÇÃO
DOS PÓLIPOS BENIGNOS:
No cólon a lesão pré-cancerosa é por excelência o pólipo
adenomatoso. O adenoma do cólon é um tumor benigno que é possível
diagnosticar ( fibrosigmoidoscopia ou clonoscopia ) e extirpar por meios endoscópicos - polipectomia - e assim,
impedir a sua evolução para cancro do cólon.
Nem todos os adenomas do cólon evoluem para cancro do cólon mas, como é impossível sabermos, quais são
os que vão ou não ter essa evolução, temos que os tirar todos. A
descoberta dos pólipos é possível com a realização dum exame
endoscópico ou dum exame radiográfico, o Clister Opaco.
Os pólipos podem não dar sintomas e por isso é importante o rastreio endoscópico, feito de 5 em 5 anos, com o
fibrosigmoidoscópio, depois dos 50 anos de idade. (
O rastreio é a despistagem duma doença quando ainda não existem
sintomas ). Esse rastreio pode diminuir em 90% a
incidência do cancro do cólon. Uma vez descoberto um pólipo no cólon
deve ser removido por endoscopia e examinado ao microscópio. Nem todos os pólipos são
adenomas, alguns são lesões inofensivas que não evoluem para cancro,
mas essa conclusão só é possível depois de examinar o pólipo ao
microscópio.
DIETA RICA EM FIBRA:
As alterações genéticas produzidas nas células do cólon,
responsáveis pela carcinogénese, podem ser hereditárias ( cerca de 5%
dos cancros do cólon são hereditários ) ou resultar de
factores ambientais ( sobretudo nutricionais ) ou, factores do
comportamento ( álcool e tabaco ) e ainda da obesidade e do sedentarismo.
A " Dieta
Mediterrânica ", praticada pelos nossos avós na Bacia do
Mediterrâneo, com elevado consumo de hortaliças, cereais, frutos secos e
leguminosas secas, utilizando o azeite em vez de outras gorduras,
temperando com alho, limão e ervas aromática em vez de sal e com baixo
consumo de carne vermelha, era uma alimentação rica em fibra, saudável,
que proporcionava uma boa qualidade de vida e uma baixa incidência de
cancro do cólon.
As fibras solveis ( sobretudo da fruta e dos
vegetais com grande capacidade para fixarem água ) ou insolúveis
( sobretudo dos cereais ), quer fermentáveis pelas
bactérias dando origem a ácidos gordos de cadeia curta que são
benéficos para as células do cólon quer não fermentáveis
e excretadas intactas, contribuindo para o aumento da massa fecal, previnem
várias patologias ( hipercolesterolémia, diabetes, obstipação, divertículose do cólon, cancro do cólon... ) sendo fundamental aumentar
o seu consumo no mundo que se deixou seduzir pelo fast-food. Recomenda-se
a ingestão diária de 30 g de fibra por dia. 30% fibra solúvel e 70%
fibra insolúvel.
| Recomenda-se aumentar o
consumo de:
Pão escuro
Fruta e vegetais
Leguminosas secas
Cereais |
5 g de fibra são
fornecidos por:
couve Bruxelas - 170 g
brócolos - 120 g
feijão cozido - 70 g
pão integral - 60 g
cereais integrais . 20 g
banana - 1
maçãs - 2
laranjas médias - 2 |
No site da Sociedade Portuguesa de
Endoscopia Digestiva - SPED - encontram-se conselhos
para evitar o cancro do cólon, e perguntas
e respostas sobre este cancro.
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