GASTRENTEROLOGIA
Doenças do Aparelho Digestivo

Doenças do A. Digestivo

Tumores 

Sintomas e sinais  

Endoscopia

Dietas 

Medicamentos

Links

 
 

FÁRMACOS UTILIZADOS NAS DOENÇAS DO 
TUBO DIGESTIVO 

Doenças do 
Aparelho Digestivo

Tumores 

Sintomas e sinais  

Endoscopia

Dietas 

Medicamentos

GLOSSÁRIO

ÍNDICE

Links




Gastro - Médicos

INTESTINO DELGADO E CÓLON

Antidiarreicos ( Obstipantes )
  • Opiáceos

    Difenoxilato ( Lomotil )
    Loperamida ( Imodium, Loperamida )

     Os opiáceos estimulam a absorção de água e electrólitos, devendo-se o seu efeito antidiarreico muito provavelmente à diminuição da motilidade. A sua acção nos receptores m e, possivelmente d, dos receptores dos neurónios entéricos, inibe a ctividade peristáltica e, aumenta o tempo do transito intestinal.
O difenoxilato está associado a doses sub-terapêuticas de atropina. Doses elevadas   ( 40-60 mg )de difenoxilato têm actividade opioide sobre o CNC incluindo euforia e, com uso crónico, dependência. A atropina nestas altas doses tem os desagradáveis efeitos anticolinérgicos e desencorajam as doses mais elevadas do difenoxilato.
A loperamida é mais específica da intestino, mais eficaz no tratamento da diarreia e sem acção opioide sobre o CNC.

As indicações clínicas são:
  
Diarreia aguda - não devem utilizar-se na Colite Ulcerosa porque podem precipitar um Megacólon Tóxico. Nas diarreias infecciosas só devem utilizar-se se as medidas de suporte, hidratação e alterações electrolíticas forem insuficientes. Grande parte das diarreias agudas são autolimitadas. 
   Diarreia crónica - Os comprimidos são doseados a 2 mg. Usualmente tomam-se 2 comprimidos inicialmente e depois 1 comprimido sem ultrapassar 8 por dia. A dose de manutenção geralmente é de 2-4 comprimidos por dia.

Contra-indicações:

    Os opiáceos devem evitar-se nas colites ulcerosas e colites inflamatórias com diarreia com sangue porque podem exacerbar o processo ulcerativo e precipitar o desenvolvimento de megacólon tóxico. Na doença hepática crónica os opiáceos aumentam o risco de encefalopatia. 

  • Absorventes

    Kaolino
    Sais de alumínio
    Laxantes de volume

Laxantes

O tratamento mais correcto da obstipação é feito com dieta rica em fibra suplementada com os laxantes de volume "Bulk-forming laxatives":

    Farelo
    Ispagula ( Agiocur, Agiolax  este contém sene e por isso o seu uso não deve ser prolongado  )
    Psyllium 
   
Bassorina ( Normacol )
   
Plantago ( Mucofalk )

O efeito começa a verificar-se 12- 72 horas depois do início da ingestão.

As indicações clínicas são:
    - Obstipação simples
    - Amolecimento das fezes em situações associadas a hemorróidas sintomáticas, fissura anal, cirurgia anorectal ou úlcera solitária;
    - Obstipação e diarreia do Síndrome de Intestino Irritável
    - Doença Divertícular do Cólon
    - Diarreia ligeira associada a Ileostomia ou colostomia

                  Os laxantes de volume podem ser causa de obstrução intestinal, por esse motivo devem ser sempre tomados com bastante líquido. Os laxantes de volume podem aumentar a distensão e a dor abdominal. É boa norma começar com pequenas quantidades e aumentá-las a pouco e pouco, até atingir a quantidade ideal.

São açucares não absorvidos que provocam uma diarreia osmótica.

As indicações clínicas são:

    - Obstipação
     - Encafalopatia hepática

Estes laxantes causam com frequência, distensão abdominal, flatulência, desconforto abdominal. Deve começar-se o tratamento com pequenas quantidades e aumentar paulatinamente. 

  • Laxantes Salinos

    Leite de magnésia

  • Procinéticos

  • Laxantes estimulantes ou de contacto

         - Fenolfetaleína
           - Bisacodil
           - Sene
           - Cascara-sagrada

            Indicações clínicas:

Infelizmente são muito usados e entram na composição de grande parte dos laxantes com nomes inofensivos e atraentes mas deviam usar-se apenas em períodos muito curtos, para a preparação de exames endoscópicos ou radiológicos  ou cirurgia do intestino. A realidade é bem diferente e com frequência são usados cronicamente dando origem ao Cólon Catártico.  

  • Enemas    

Antiespasmódicos
  • Diciclomina
    Parece ter um efeito antiespasmódico directo no músculo liso do intestino.

        Os usos clínicos são:
        Síndrome de Intestino Irritável
        Cólica infantil

        Está contra-indicado no Glaucoma e no Íleus Paralítico. Não deve ser utilizado nos doentes com Refluxo Gastro-esofágico nem com Hhipertrofia Prostática. Outrros efeitos secundários: secura de boca, taquicárdia, alteração da visão, cefaleias, fadiga, alucinações delirio e coma.

  • Propantelina

        É um antimuscarínico tal como a Diciclomina com as mesmas indicações e contraindicações.

  Os usos clínicos são:

 Síndrome de Intestino Irritável

  • Escopolamina


    É outro antimuscarínico, mas sem os efeitos secundários sobre o CNC dos anteriores, porque não passa a barreira hemática.

        As indicações clínicas são:

        Síndrome de Intestino Irritável
        Cólica biliar
        Para obter o relaxamento muscular no Rx e endoscopia.

  • Mebeverina

        É um antimuscarínico sem efeitos anticolinérgicos, nas doses usadas na clínica.
        Deve evitar-se, no entanto, o seu uso no Refluxo Gastro-esofágico.

  As indicações clínicas são:

      Síndrome de Intestino Irritável

  • Óleo de hortelã-pimenta

    Tem propriedades semelhantes aos antagonistas do cálcio.

       As indicações clínicas são:

        Síndrome de Intestino Irritável

        Está contra-indicado na Colite Ulcerosa e no Íleus Paralítico. Pode causar
        Refluxo Gastro-esofágico e raramente reacções alérgicas, cefaleias, bradicárdia, tremor múscular e ataxia.                       

Rehidratação oral

Salazossulfapirina e aminosalicilatos

  • Salazosulfapiridina ( sulfasalazina )

  • Mesalazina ( Ácido 5 aminosalicílico )

Tratamento da Fissura anal:
  • Nitratos ( Trinitroglicerina ou Dinitrato de isossorbido )
  • Bloqueadores do cálcio ( Nifedipina )
  • Toxina botulínica 

 

 

          Carlos Carvalheira
e-mail: carvalheira@gastro.pt
http://www.gastroalgarve.com


Doenças do A. Digestivo

Tumores 

Sintomas e sinais  

Endoscopia

Dietas 

Medicamentos

Links