| FÁRMACOS UTILIZADOS
NAS DOENÇAS DO TUBO DIGESTIVO Os nomes comerciais estão a azul por ordem alfabética ESÓFAGO E ESTÔMAGO São compostos básicos que neutralizam a acidez gástrica. O seu efeito terapêutico é explicado pelo aumento do pH. São inúmeros os compostos no mercado com magnésio, cálcio, sais de alumínio, bicarbonatos, carbonatos. É impossível conhecer a sua eficácia terapêutica, tal é a variedade de associações. São medicamentos de venda livre ( nos USA, no UK podem adquirir-se nos supermercados ) utilizados para o desconforto gastrintestinal. Por vezes ainda são usados em SOS na azia ligeira, no desconforto do estômago. Em grandes doses podem ter efeitos desagradáveis. O
magnésio pode provocar diarreia e o alumínio obstipação. A sua eficácia não é superior à do placebo. Como atrás fica escrito podem ser úteis se estamos com azia pois provocam alívio. Podem aliviar algumas queixas na Dispepsia Funcional: enfartamento, desconforto ... São dezenas os antiácidos no mercado: o Maalox plus não contem cálcio nem sódio e tem sabor agradável. O Pepsamar Plus também não contém sódio nem cálcio. ( Gaviscon ) O Gaviscon além de alginato contém sais de alumínio, magnésio e sódio. O alginato é um extracto de algas que forma um gel viscoso formando uma barreira que supostamente protege a mucosa do esófago do ácido e outros conteúdos gástricos. Usa-se na azia e desconforto pós-prandial Os comprimidos contêm além de 500 mg de ácido alginico, trissilicato de magnésio, hidróxido de alumínio e bicarbonato de sódio. Aparentemente não tem efeitos secundários, mas deve considerar-se o sódio nas dietas sem sal.
Os receptores H2 encontram-se nas células do estômago que produzem o ácido clorídrico. A competição dos fármacos antagonistas dos receptores H2 - H2RA - com a histamina leva a uma redução da secreção ácida. Os H2RA foram medicamentos largamente utilizados mas, nos últimos anos, os PPI ( que descrevemos a seguir ) vieram ocupar o seu lugar e, hoje, quase não se usam. As indicações clínicas são: Efeitos secundários: A ranitidina, a famotidina e a nizatidina têm efeitos secundários semelhantes e raros: hepatite, dor torácica e alterações renais. A cimetidina pode ser causa de ginecomastia, impotência e depressão, mas raramente estes efeitos interferem com o uso clínico. Mais importante é aumentarem a actividade da varfarina, fenitoina e teofilina. Com frequência são usados durante anos na dispepsia funcional e na doença do refluxo gastro-esofágico sem se verificarem efeitos secundários.
Inibem a produção de ácido clorídrico e portanto aumentam o pH do estômago que atinge valores de 5.0, mas a verdadeira acloridria 7.0 nunca é atingida. Juntamente com o grupo de medicamentos anterior ( H2 RA ) constituem o grupo dos antisecretores porque inibem a secreção do estômago. As indicações clínicas são: São dos medicamentos mais utilizados no mundo porque, quer a Doença do Refluxo Gastro-esofágico ( DRGE ) quer a Úlcera do Duodeno e do Estômago quer a Dispepsia Funcional são entidades clínicas muito frequente: muitas pessoas tomam estes medicamentos diariamente ou em SOS, durante anos, sobretudo por causa do refluxo gastro-esofágico ou da Dispepsia Funcional. Efeitos secundários: Raramente aparecem cefaleias, diarreia ou outros sintomas gastrintestinais. Não se justifica alterar as doses na insuficiência renal ou hepática. Os PPI tal como outros imidazóis interferem com a Warfarina, diazepam, fenitoina mas não interferem com a teofilina.
As indicações clínicas são: Doença do
refluxo gastro-esofágico ( DRGE ) ligeira - a sua eficácia nesta doença é quase nula.
As indicações clínicas são: Prevenção da úlcera do estômago ou duodeno relacionada com os AINE - é sobretudo usado como abortivo. As indicações clínicas são: Erradicação do Helicobacter pylori em combinação com outros fármacos. As indicações clínicas são: Gastrite relacionada com o refluxo biliar |
Carlos Carvalheira
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