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FISSURA ANAL

    É a causa mais frequente de dor anal

A fissura do ânus é uma solução de continuidade longitudinal, uma rasgadura, uma laceração no canal anal. A fissura, localiza-se na maior parte das vezes, na parte posterior do canal anal mas, pode ter outras localizações.

Como se manifesta a fissura anal ?:

A dor anal desencadeada pela defecação, geralmente de fezes duras, acompanhada de sangue vermelho vivo, é a manifestação típica da fissura anal. A hemorragia abundante é rara.

A fissura é, na maior parte dos casos, causada pela passagem de fezes duras que provocam uma rasgadura. Em casos menos frequentes, a fissura está associada a uma doença: colite ulcerosa, doença de Crohn, sífilis, tuberculose. 

Tratamento:

A fissura aguda tende para a cura em poucos dias. A cura é facilitada pela correcção da obstipação ( amolecimento das fezes ) e aplicação local de analgésicos de contacto - lidocaina gel a 2%. Os banhos de assento com água morna podem contribuir para o alívio da dor após a defecação. 
O ideal é fazer a prevenção da fissura, impedir que ela apareça, amolecendo as fezes duras com dieta rica em fibra, com laxantes de volume e se necessário com laxantes osmóticos.

A fissura crónica ( a fissura que não cura em 4 semanas, é profunda, com fibrose que o médico nota com o dedo e muitas vezes com fibroma sentinela, também chamado hemorróida sentinela) com frequência não cura sem  ser submetida a cirurgia. A cura a longo prazo alcançada com a cirurgia atinge os 95%. A incontinência anal de intensidade variável, é uma complicação possível da cirurgia. A não cicatrização da ferida operatória ou a recidiva devem ser tratadas com nova cirurgia.

     O uso de pomadas analgésicas que aliviam a dor e relaxam o esfíncter deve evitar-se, e sobretudo não devem aplicar-se durante muito tempo, porque levam ao aparecimento de dermatites. Alguns médicos fazem injecção subfissurária dum anestésico de longa duração ou de um esclerosante mas, em poucos casos, estas técnicas evitam a cirurgia.

Recentemente apareceram tratamentos médicos alternativos ao tratamento cirúrgico. Os nitratos ( nitroglicerina, dinitrato de isossorbido ), bloqueadores do cálcio ( nifedipina, diltiazem ) aplicados localmente em pomadas ou administrados oralmente em comprimidos resolvem alguns casos mas têm o inconveniente de causar cefaleias e o tratamento é com frequência abandonado, A toxina botulínica ( muito utilizada na cirurgia plástica ) injectada localmente, é outra alternativa à cirurgia mas é muito cara.  É provável, que algum destes novos tratamentos acabe por se impor.

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Carlos Carvalheira
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